Execução política


Tentaram matar a verdade para matar nossa liberdade

Arnaldo Mourthé

Prezados amigos. Todos nós estamos chocados com a execução sumária da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. Ocorrem todos os dias dezenas de mortes de cidadãos civis e policiais. Essa violência nos incomoda e até mesmo revolta, mas nos acomodamos. Os assassinatos dos cidadãos são explicados como frutos de assaltos ou balas perdidas. As dos policiais por confronto com bandidos ou acerto de contas. É um terror, mas a manipulação da informação nos leva a aceitar como se fossem naturais, frutos da maldade dos homens. Muitas vezes culpam a vítima. Estaria no lugar errado na hora errada. Uma deformação introduzida propositalmente no nosso pensamento.

Então, por que estamos chocados? Porque não assassinaram apenas mais duas pessoas. O objetivo foi assassinar a verdade que aquelas pessoas representavam. Com se fosse possível matar a verdade  .

Há cerca de dois mil anos um personagem que todos conhecem disse uma frase que explica nosso estado de espírito. Ela é: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Está aí a razão pela qual tentaram matar a verdade. Porque querem matar nossa liberdade.

Milito na política há cerca de 60 anos, desde quando entrei na Escola de Engenharia. Durante todo esse tempo estive à procura da verdade que traria minha liberdade. A verdade parcial que aprendi na política permitia apenas uma liberdade relativa das pessoas. Entretanto, agora nem essa liberdade relativa nos é permitida. Buscam exterminar com a nossa liberdade, duramente conquistada em séculos de lutas e sacrifícios. Quantos foram os exterminados por  buscarem a verdade e defenderem a liberdade. Muitos acabaram na cruz, na fogueira, na guilhotina, na forca. Agora os instrumentos preferidos são a bala e a bomba.

Apesar de todo o poderio que dispõem não o conseguirão. Essa proeza está longe das possibilidades desse governo das trevas que nos preside e das forças ocultas que o colocaram lá e o sustentam. A verdade não morre porque ela é a vida, não a vida precária dos humanos, mas a vida dos espíritos que somos na nossa essência.

Mataram Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, mas a verdade que eles defendiam está mais viva que nunca. Espalhou-se pelo Brasil e pelo mundo. Ninguém mais poderá alegar desconhecer a verdade que tentaram matar. Ela tornou-se mais forte porque não está limitada a um corpo físico, a uma memória e a uma vontade individual. Ela tornou-se pública e imortal, como são os espíritos dos assassinados. Eles iluminarão nosso povo que será  levado a escolher o caminho para sua libertação, que é a sua união.

É preciso saber que o poder que atua contra nós não pertence aos que buscam assassinar a verdade e nossa liberdade. Ele pertence a nós, que vivemos no Brasil ou em qualquer parte do mundo, porque ele está dentro de nós mesmos. O poder terreno, político ou não, institucionalizado ou não, pertence aos cidadãos de cada país, a toda humanidade.

Só há poder político quando ele é concedido pelos cidadãos. O contrário é a impostura e a tirania. Nosso presidente e todos seus ministros são impostores e conspiram para instalar uma tirania no Brasil. Transformar-nos em colônia do capital financeiro internacional.

Chegou a hora da verdade e do fim da impostura. Vamos destituir o governo da morte, regido pelo egoísmo, para estabelecermos o governo da vida, sustentado pela fraternidade.

Que assim seja, e será.

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