Arquivos de maio, 2018

30, maio 2018 6:02
Por admin

Prezados amigos,

O documento abaixo foi extraído do livro de minha autoria: Manifesto – por uma sociedade de Paz e Fraternidade, lançado em 16 de março deste ano. Ele é minha contribuição inicial para uma ampla discussão sobre a sociedade que deverá nascer da superação do estado de calamidade em que nos encontramos.

Rio de Janeiro, 30/5/2018.

Arnaldo Mourthé

 

Movimento Paz e Fraternidade

Associação para fazer do Brasil um país soberano e de justiça social

 

  1. Princípios
  • O amor ao próximo: a fraternidade
  • Defender a Soberania do Cidadão e da Nação
  • A Liberdade e a Igualdade são inatas no homem.
  • Reconhecer que somos todos iguais, independentemente do gênero, raça, cor, etnia, nacionalidade, grau de instrução ou atividade profissional. A diversidade é parte da essência da vida. Ela não é um defeito, mas uma virtude.
  • Garantida nossa Soberania, que é sagrada, nossa Nação estará aberta a todas as pessoas do mundo.
  • Todos os brasileiros têm direito a uma vida digna. A Sociedade é obrigada a fornecer-lhe condições de trabalho para sua sobrevivência, garantindo-lhes alimentação, educação de qualidade, assistência à saúde e moradia adequadas. O instrumento principal para a garantia dos direitos do Cidadão é o Estado.
  • Além de direitos, o Cidadão tem como deveres respeitar os princípios aqui definidos e contribuir com seu trabalho, desde que capacitado para tal, para o bem de todos e da Nação.
  • Todas as pessoas que tiverem impossibilitadas de trabalhar por qualquer razão, deficiência, vítimas de catástrofe ou violência, terão seus direitos garantidos pela Sociedade.
  • A educação é um instrumento para formar Cidadãos, pessoas conscientes de seus direitos e deveres.
  • . Respeitar a Natureza, não praticando ou promovendo atividades predatórias.
  1. Objetivos
  • Superar o caos produzido pelas crises econômica, social, institucional, moral e ética em que vivemos, respeitando os princípios definidos acima.
  • Criar condições de vida com dignidade para todos os cidadãos e instruí-los para uma convivência pacífica com seu semelhante.
  • Extirpar do Brasil a fome, o analfabetismo e o desemprego. Todo brasileiro terá oportunidade de trabalhar para atender às suas necessidades e as de sua família.
  • Reduzir a criminalidade e a mortandade das pessoas vítimas de violência e da irresponsabilidade, especialmente no trânsito.
  • Definir uma política econômica condizente com os princípios aqui definidos, com a consciência de que só o trabalho humano confere valor às mercadorias.
  • Por em prática uma política externa de respeito à soberania das nações, sem discriminação de qualquer natureza.
  • Toda nossa atividade diplomática será a favor da Paz e do entendimento entre as nações. O papel de nossas Forças Armadas será o de preservar a Soberania Nacional, garantir a Liberdade dos cidadãos e a defesa das nossas instituições.
  • Tornar o Brasil um país exemplar, modelo para a superação dos problemas internos das nações.
  1. Ações políticas imediatas
  •  Convocação imediata de uma Assembleia Nacional Constituinte.
  • A eleição dessa Assembleia ocorrerá em substituição às eleições para Presidente da República, Deputados Federais e Senadores, em outubro de 2008.
  • Logo que empossada, essa Assembleia elegerá um Presidente da Republica por um mandato temporário, até que sejam empossados os eleitos pela eleição que a ela determinará, e que se realizará após a promulgação da nova Constituição que será elaborada no prazo máximo de um ano.
  • Para restabelecer a paz social e a governabilidade, a Assembleia Constituinte revogará todas as reformas constitucionais que modificaram a Constituição de 1988, restabelecendo sua integridade até a promulgação da nova Constituição que a substituirá.
  • O Governo Provisório fica autorizado a rever todos os atos executados a partir da vigência da Constituição de 1988, que atentaram contra os interesses da Nação ou do Cidadão nos termos daquela Constituição, visando seu cumprimento estrito. 
  1. Programa emergencial
  •  Sustar o pagamento dos juros da dívida pública e realizar sua auditagem.
  • Anular todos os dispositivos legais do governo Temer contrários aos interesses dos brasileiros, especialmente dos trabalhadores, ou que alienaram ou alienem o patrimônio público ou da Nação, por vício de origem: a corrupção de membros do Poder Legislativo que lhes deu origem.
  • Submeter à revisão todos os atos dos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, praticados sobe pressão de forças externas ao Brasil, ou com o uso da corrupção.
  • Utilizar os recursos destinados ao pagamento dos juros da dívida pública para pagar os salários atrasados dos servidores do serviço público dos estados e dos municípios, e para desenvolver os projetos prioritários nas áreas de educação, saúde, cultura e infraestrutura. 
  1. Programa de desenvolvimento da Nação brasileira.

         Observação: Esta questão fica em aberto. Nosso programa será elaborado  através de ampla discussão entres as pessoas que aderirem ao Movimento Paz e   Fraternidade.

 

 

5:56
Por admin

Construindo o caos

Arnaldo Mourthé

A mídia e o governo se esforçam em nos convencer que a crise de abastecimento que estrangula o Brasil é uma questão setorial da nossa economia, que se manifesta através de um movimento de paralisação das atividades dos transportadores de carga. Essa é uma simplificação que não resiste à mais rudimentar das análises. A grande maioria da população percebe isso. Sua conclusão em geral é que a crise decorre da irresponsabilidade que impera no governo, além de ressaltar aspectos comportamentais como a corrupção de seus membros. Mas a questão é muito mais extensa e profunda. Há, nitidamente, a esgarçadura do tecido da sociedade pelo agravamento dos conflitos sociais. Esse fenômeno ocorreu em várias fases da história da humanidade, produzindo mudanças profundas nas coletividades e nas civilizações.

Essa minha visão se reforça com o próprio discurso dos governantes e da mídia mercenária. Eles ressaltam os “prejuízos” econômicos provocados pela paralisação. Fazem um grande alarde sobre a mortandade de aves os seus criatórios, onde são criadas em condições  que horrorizam os naturalistas. Elas são confinadas aos milhares, umas junto às outras, como em baladas de jovens. Só que por toda a curta vida, até terem o peso necessário para o abate rentável, para serem vendidas para o exterior, trazendo lucros para eles e dólares para serem exportados como lucros dos investimentos estrangeiros na produção de mercadorias questionáveis e na especulação, que inclui os juros da dívida pública, a sangria que está levando o Brasil ao caos.

Não são os caminhoneiros os responsáveis pelo caos. Ele vem sendo construído há muito tempo por uma elite calhorda, com cultura  escravista, e pelo capital financeiro predador e vampiro das nossas riquezas naturais ou produzidas por nosso trabalho, inclusive dos próprios caminhoneiros responsáveis pela  circulação da maior parte de nossas riquezas através do território nacional, para o consumo interno ou a exportação que nos escraviza.

No seu discurso os homens do poder lamentam a morte de pintinhos, não pela vida deles, que apenas foi antecipada em 45 dias do seu abate, com sua cabeça cortada. Mas, em nenhum momento consideram o sofrimento do nosso povo, sua morte precoce por desnutrição, descaso do poder público ou pela violência gerada pela sociedade perversa que eles criaram e cultivam

Vivemos hoje, no Brasil, um quadro de tensão social que ultrapassa todas as outras  registradas na nossa história. É muito maior que a do fim do sistema escravista, da proclamação da República ou da Revolução de 30. Ela não representa apenas uma mudança nas relações de poder entre classes sociais. É muito mais do que isso. Daí a perplexidade dos analistas, que não encontram instrumental teórico para compreendê-la, nem classificá-la nos conceitos restritos conhecidos por eles.

Venho, há muito tempo, tentando compreender os fenômenos novos que vêm ocorrendo na nossa sociedade. Fui buscar na história, e nos ensinamentos dos mestres do passado, explicações para questões que ultrapassam os pensamentos dominantes na sociedade que são, no campo político, representado pelas ideologias. Desse esforço de pesquisa resultaram três livros de minha autoria: História e colapso da civilização (2012), A crise (2016), O poder no Brasil e A perplexidade (2017), todos pela Editora Mourthé. Eles tratam respectivamente da história da humanidade, da economia, do poder e das instituições e, finalmente do pensamento e do comportamento humano incluindo questões da espiritualidade. Esses livros espelham o meu pensamento sobre as questões da evolução da humanidade, com seus altos e baixos, no mundo da dualidade. Não cabe em um artigo tratar dessa questão.

Essa introdução me permite avançar a análise que faço do fenômeno que ocorre agora no Brasil sob a forma de crise múltipla, econômica, moral e institucional, mas que atinge também todo o Planeta, nas mais variadas formas e intensidades, em função da cultura de cada povo e de seu desenvolvimento tecnológico.

Minha conclusão é que estamos vivendo um momento de ruptura da sociedade, que ultrapassa tudo que a história da humanidade registra. Isso ocorre pelo salto de consciência do ser humano, que passa a ter uma visão do mundo mais ampla do que aquela regida pelas leis da dualidade que a dialética estudou, permitindo a compreensão da evolução da sociedade pela contradição dos contrários, ou seja, dos interesses opostos nas relações entre as pessoas, classes sociais ou comunidades, inclusive  entre as nações.

É por isso que as classes dominantes já vêm, há algum tempo, se afastando do diálogo para resolver as pendências com o restante da população pelo equilíbrio, mesmo precário, dentro da sociedade. É por isso que o apelo pelas guerras se esgota nas relações entre as nações. Não há mais campo de manobra para a convivência desigual entre pessoas, classes sociais e nações. A consciência coletiva da humanidade tende a se opor às condições da dualidade. Não há mais espaço para discutir se é melhor a liberdade ou a igualdade. As duas condições são direitos inatos do ser humano, que passa a ter essa compreensão. A sociedade das disputas, da competição pela posse de bens ou de regalias, cede lugar à sociedade da fraternidade, da solidariedade, da cooperação, entre pessoas, grupos sociais e nações. Esse é o novo mundo que os grandes pensadores anteriores à nossa Era pregavam como o mundo real, da verdade, em contraposição ao mundo da ilusão criado pela mentira. Esse fenômeno pode ser sentido no descrédito das autoridades públicas prepotentes e dos meios de divulgação que escondem a verdade e difundem a ilusão.

De nada adianta o esperneio dos governantes, dos marqueteiros da ilusão e dos homens do poder que tudo buscam controlar a partir do dinheiro, contra as reivindicações legítimas dos cidadãos. Estes são movidos, a cada dia com mais vigor, pela consciência de seus direitos e deveres, e de suas necessidades. Todo o aparato ideológico, midiático ou repressivo torna-se ineficaz diante da consciência expandida do ser humano.

Dito isso, o que nos resta é agir no campo de nossas responsabilidades individuais e sociais, e esperar que esse crescimento da consciência coletiva produza a demolição das estruturas arcaicas, que não mais servem ao ser humano, com a limpeza do terreno para a construção de uma nova sociedade que corresponda às novas condições de nossa consciência coletiva.

De nada adianta o esperneio dos que detêm e se beneficiam do poder em detrimento da dignidade do ser humano. As condições que permitiam o homem cruel e tirânico ter seu lugar de destaque na história estão se dissolvendo. O fim da prepotência e da mentira já está decretado. Surgirá uma nova sociedade de Paz e Fraternidade.

 

 

 

No mundo da dualidade só sobreviveu aquele que interessava aos que tudo dominavam e os que se negavam a submeter-se, seja por seu recolhimento na obscuridade, seja utilizando a dialética para combater os opressores. Mas a dualidade engana muito, até àqueles que se consideram sábios, como bem compreendeu Sócrates. No confronto dos contrários há a possibilidade do avanço ou do retrocesso. Este aconteceu sob a égide do neoliberalismo. A humanidade que se afundou no abismo não está mais obrigada a viver o dualismo que favorece o mais forte. Isso é possível pelo despertar da sua consciência. Vivemos esse momento crítico. Nele os conceitos anteriores não funcionam. O homem está assumindo seu destino libertário. Isso já era previsto pelos grandes pensadores da antiguidade. Nós ainda precisamos da dialética para derrotar o opressor, mas sem as amarras da luta de classes. A questão deixou de ser escolher entre liberdade ou igualdade. Mas conquistar as duas condições. E para tal é preciso que assumamos outra condição, a fraternidade.

Chegou a hora de nos organizarmos sob essas três condições que os iluministas não criaram, mas nos revelaram. Portanto, chegou a hora também de revermos nossos pensamentos estreitos. Isso é difícil para o acadêmico, enquadrado por uma superestrutura autossuficiente e restrita. Chegou a hora da grande reflexão, a hora da verdade.

Rio de Janeiro, 30/5/2018.

26, maio 2018 12:17
Por admin

Chegou a hora: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”

Arnaldo Mourthé

Parabéns caminhoneiros do Brasil!

Vocês tiveram a coragem de denunciar a mentira e de enfrentar a prepotência. É isso que faz a história dos países e da humanidade. Vocês têm nossa plena solidariedade na sua luta a favor da vida e da dignidade. Sua ação é justa, em defesa de sua família, e de todas as famílias brasileiras humilhadas, espoliadas e oprimidas. Todo o povo brasileiro deve, hoje, a vocês pela sua ação e pelo seu despertar para sua liberdade.

O governo, seus patrões – os donos do dinheiro -, e a mídia mercenária mentem para incriminá-los. Dizem não poder atender suas reivindicações. Talvez não, mas por que? Porque venderam grande parte do Brasil e estão vendendo o que sobrou.

Os impostos que pagamos são suficientes para todas nossas necessidades atuais e para investimentos para um futuro melhor. Mas metade do dinheiro arrecadado pelo governo federal é doado, de bandeja, aos milionários através dos bancos. São os juros da dívida pública que ninguém sabe como foi forjada. Esse é um tabu, que é a chave de tudo. Perguntam como podem reduzir o preço dos combustíveis se não têm dinheiro para subsidiá-lo. Mentira! O preço é falso. Ele não é fruto do custo do combustível, mas dos interesses dos acionistas da Bolsa de Nova Iorque. É também do interesse das empresas privadas importadoras de diesel. O Brasil importa 80% do diesel que consome, enquanto as refinarias da Petrobrás são fechadas para serem vendidas para o capital estrangeiro. Eles estão fatiando a Petrobrás para vendê-la, empresa fundamental para nosso desenvolvimento. Os bilionários do mundo querem comprá-la para dominar nossa energia. Fazem o mesmo com a Eletrobrás.

            O governo paga por dia um bilhão de reais de juros em dinheiro aos chamados credores de uma dívida falsa, porque forjada. Emitem mais de um bilhão de títulos da dívida para pagar os juros para os quais não dispõem de recursos financeiros. A soma do que pagam com o aumento da dívida soma mais de dois bilhões de reais por dia, mais que a arrecadação federal.

Amarraram o Brasil ao sistema financeiro internacional para nos colonizar. Logo nós, a nação mais rica do mundo em recursos naturais, com seu povo generoso e trabalhador, formando uma população de mais de duzentos milhões de habitantes. Estão zombando de nós, enquanto nos vendem de várias maneiras, formas e cores, um mundo de ilusão através da mídia vendida ao capital estrangeiro. Ela não diz uma palavra a respeito da verdade que está explícita aqui. Mas você, leitor, pode verificar agora na internet. Basta querer e apertar a tecla de seu computador.

Mais uma vez, obrigado caminhoneiros e a suas famílias sofridas! Vocês serão glorificados pela Nação brasileira. Vamos em frente. A vitória é nossa, do povo brasileiro. Com nossa verdade e nossa coragem derrotaremos a mentira e a prepotência.

            “Ou ficar a Pátria livre ou morrer pelo Brasil”

Rio de Janeiro, 26/05/2018

02, julho 2018 15:26

O uso da força é o pior caminho para superar a crise.

30, maio 2018 18:02

Movimento Paz e Fraternidade

30, maio 2018 17:56

O impasse e sua superação - Construindo o caos