Arquivos de junho, 2013

28, junho 2013 8:50
Por admin

No dia 27 de junho de 2013 um grupo de estudantes do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, alunos da professora Beatriz Bissio, organizou um evento com a exibição do filme ” O dia que durou 21 anos”, seguido de um debate.

Para o debate sobre a atualidade e sobre os eventos revelados no filme, foram convidados o jornalista Paulo Canabrava e o engenheiro e historiador Arnaldo Mourthé. Tiveram também a participação da jornalista e professora Miriam Gontijo de Moraes.

Estes alunos participam do  Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre a África, Ásia e as Relações Sul-Sul (NIEAAS), coordenado pela Dra. Beatriz Bissio, Professora Adjunta do Departamento de Ciência Política do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/ UFRJ).

Estamos publicando algumas fotos de evento e em breve será publicado em video com os melhores momentos.

 

24, junho 2013 1:49
Por admin

Prezado(a) amigo(a),

A solidariedade a alguém doente e à sua família pode estender-se ao velório e até por mais tempo. Pois, nem sempre podemos evitar a morte. Para isso é preciso ir mais além. Combater a doença com remédio adequado, se ela tiver cura.

O mesmo ocorre com as doenças sociais. Participar das manifestações de protesto, ou solidarizar-se com elas por serem justas, é dever das pessoas de boa vontade. Mas é preciso investigar as causas que nos levaram a essa condição de iniqüidade. Há perversão e dolo no trato das questões públicas, que penalizam a população a favor de uns poucos privilegiados. Por que a imprensa não fala sobre isso?

Os problemas existem e não são espontâneos. Eles foram produzidos por pessoas, ou grupos de pessoas, que representam seus próprios interesses ou a serviço de terceiros, visíveis ou clandestinos.

A solução é abrir a caixa-preta da política e dos rumos de nossa economia. Quem o fará?

Arnaldo Mourthé

19, junho 2013 10:10
Por admin

Prezado amigo (a),

A casca da alienação e do temor foi quebrada. O gigante foi sacudido. Esperemos que tenha acordado. Ficamos devemos a esta nova geração de destemidos e desprendidos, o rompimento com nossas mazelas – com destaque para a corrupção – nossos dogmas e preconceitos.

Tudo isso é apenas o início de um processo de superação de uma sociedade perversa que coloca o lucro acima da vida, desconhecendo princípios, o respeito ao próximo, a liberdade, a cidadania, a soberania da nação, a paz.

Mas como chegamos a tão lamentável situação?  O texto abaixo, extraído do meu livro “História e colapso da civilização” mostra um enfoque sintético desse fenômeno. Vamos a ele.

A luta do povo brasileiro, que conquistou a democracia e a Constituição cidadã, como a chamou Ulysses Guimarães, esbarrou nos interesses do capital financeiro que manipula o poder. A publicidade enganosa e a corrupção presidiram as reformas da Constituição, degradando as instituições e os serviços públicos, e reduzindo direitos dos cidadãos. Como consequência da política neoliberal, temos no país um desastre social. A corrupção generalizou-se, o aparelho de Estado enfraqueceu, pioraram os serviços públicos, com escolas e hospitais abaixo da crítica, a infraestrutura de transporte foi degradada e, em parte, privatizada. O Estado endividou-se sob a alegação do combate à inflação, passando a pagar juros altíssimos, manipulados pelos próprios banqueiros. No ano de 20 10 eles foram de 195 bilhões de reais. A participação do capital estrangeiro na indústria saltou de 25% para 70% em apenas duas décadas. Os problemas ambientais tornaram-se mais graves. Aumentaram a concentração de riqueza e a violência. A solidariedade e a cooperação no trabalho cederam lugar à competição desleal e às animosidades. É nesse quadro que vicejam as conspirações contra os direitos do cidadão à escola e à medicina gratuitas, ao salário digno e à organização sindical independente para defender os trabalhadores. Os partidos políticos perdem suas doutrinas, bandeiras e programas, para tornarem-se associações de interesses particulares dos seus dirigentes e atender governos dóceis aos grandes investidores.

Esse processo se dá em quase todo o mundo, numa operação gigantesca de dominação dos países. Os grandes capitalistas entregaram-se à prática de negócios escusos, tráfico de influência, corrupção e especulação, que vieram à tona na grave crise de 2008, que até hoje desmantela países, mesmo europeus, como Islândia, Grécia, Espanha, Itália e Portugal. A Islândia foi à bancarrota, e outros patinam no impasse das dívidas impagáveis. Não há mais como esconder o desastre que esse processo neoliberal está sendo para a humanidade. Sua política do dinheiro sem lastro, como paradigma de valor, é uma brutal subversão da verdade econômica e atinge os princípios humanistas dos direitos do homem e do cidadão.

O mais incrível é a passividade com que as pessoas vêem esse quadro de ignomínias. Logo a seguir, nos aprofundaremos na análise desse fenômeno e seus vários aspectos sociais, ressaltado o da alienação. A gravidade da situação gerada nos convence de que é preciso resistir. Até os governantes europeus se vergam aos interesses dos investidores em títulos públicos. Poucos são os homens lúcidos no meio de tanta perplexidade e desorientação. Um desses é o ex-presidente português Mário Soares. Ele fez uma feliz e precisa afirmação em entrevista ao jornal O Globo, publicada em 4 de novembro de 2011:

O que é extraordinário é que os dirigentes políticos atuais, aqueles que mandam ou julgam que mandam, como é o caso da senhora Merkel e do senhor Sarkozy, não mandam. Quem efetivamente manda hoje são os mercados, e não os Estados.

Estamos vivendo a fase final da nossa civilização ocidental. Outra virá. Não sabemos como nem quando virá, mas virá. É o que a história nos ensina.

Esse será um problema de todos nós. Cabe a cada um de nós fazermos nossa reflexão a respeito. Depois confrontemos todas elas. Uma solução haverá. Foi superando situações como essa que a humanidade chegou onde está.

Arnaldo Mourthé

Rio de Janeiro, 19/6/2013

07, junho 2013 3:47
Por admin

 

Lembrete à presidente Dilma Rousseff

Dizia-se que no Brasil não havia petróleo, mas ele jorrou no poço de Lobato, Bahia, em 1939.

No início dos anos 50 houve um grandioso movimento para defender nosso petróleo da cobiça estrangeira, envolvendo intelectuais progressistas e nacionalista, militares e estudantes. A palavra de ordem “O petróleo é nosso” ecoou pelos quatro cantos do Brasil, defendendo o monopólio estatal e a criação de uma empresa pública para explorá-lo. Foi criada a Petrobras em 1953.

O presidente Getúlio Vargas foi levado ao suicídio pela defesa da soberania nacional, do monopólio estatal do petróleo e pela criação da Petrobrás. Morreu, mas não cedeu a imposições do capital estrangeiro e de seus prepostos internos. Passou para a história como a maior figura brasileira do Século XX.

Jango foi deposto por manter a política de Getúlio e frear a voracidade do capital estrangeiro.

A ditadura militar, que nós combatemos, apesar dos piores desmandos e crueldades, defendeu o monopólio estatal do petróleo e desenvolveu a Petrobrás.

A Petrobras foi um dos pilares da industrialização do Brasil, prospectou o território nacional, desenvolveu estudos avançados para explorar petróleo em águas profundas, e descobriu o pré-sal, inserindo o Brasil no contexto das nações com grandes reservas de petróleo e gás.

E a senhora, presidente Dilma?

Está mesmo disposta a entregar aos gringos o pré-sal e as áreas de exploração de petróleo que restaram, depois da sua alienação a preço de banana pelos entreguistas Fernando Henrique e Lula?

Ou vai despertar a guerrilheira da COLINA e da VAR-Palmares, a quem o povo brasileiro confiou a Presidência da República?

Qual o título que a senhora levará para a história? A de entreguista ou a de guerrilheira-estadista, defensora da soberania nacional e do povo brasileiro?

A escolha é de Vossa Excelência.

Atenciosamente,

Arnaldo Mourthé

Rio de Janeiro, 07 de junho de 2013.

13, novembro 2017 18:25

"Liberdade ainda que tardia"

07, novembro 2017 11:01

Manifesto ao povo brasileiro

31, outubro 2017 16:51

Que fazer diante de tanta calamidade?