17, fevereiro 2018 11:06
Por admin

Prezados amigos,

Um assunto do dia é a intervenção militar na Segurança Pública do Rio de Janeiro, um eufemismo para a intervenção no Estado. Ponham suas barbas de molho. Veja a matéria abaixo de Hidelgard Angel.

Um grande abraço,

Arnaldo Mourthé

https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/342503/Hildegard-Angel-interven%C3%A7%C3%A3o-militar-no-Rio-foi-objetivo-da-Globo.htm

Hildegard Angel: intervenção militar no Rio foi objetivo da Globo

Por Hildegard Angel, em seu blog – Sabendo dessa súbita decisão de se intervir militarmente no Rio, temos que dar o devido crédito à Globo, que fomentou, através de seus veículos, esse clima de horror e insegurança na população do Rio de Janeiro, onde não parece que houve carnaval. Só crimes.

No último mês todos os telejornais da emissora iniciaram com crianças mortas em tiroteios no Rio. Todos. E flagrantes de assaltos. Três ou quatro imagens de celulares, que eles repetiam à exaustão. Carnaval do Recife só tinha frevo. Da Bahia, só axé. Do Rio, só destacaram violência, o carnaval vinha depois. Vergonha. Como os jornalistas da emissora se prestam a isso? Vão arder no mármore do inferno dos comunicadores.

Repetiram com requintes a campanha feita pela emissora contra o governo de Brizola, quando conseguiram satanizar os CIEPS com seu ensino em tempo integral. Projeto do visionário Darcy Ribeiro, que Brizola concretizou, e os jornalões, com grande eco da elite e da classe média, detonaram o que puderam. Findo o governo Brizola, cresceu mato nos Cieps. Foram abandonados, junto com o sonho de uma juventude carente salva das ruas e do crime, através do tempo integral na escola, até sua profissão. Hoje temos aqueles menores – abandonados pela sociedade – feitos bandidos.

E ninguém se lembra. E todos reclamam disso, reclamam daquilo, mas não assumem as próprias responsabilidades, quer como mídia, quer como cidadãos. Reclamar é bom, né? Distancia a imagem de quem reclama do problema e exibe apenas seu dedo acusador. Mas não custa lembrar que, no local do primeiro CIEP, o CIEP modelo, no Panorama Palace Hotel, no Morro do Cantagalo, em Ipanema, o que há hoje é a sede do Criança Esperança. E o que se disse quando lá se instalou a escola para crianças pobres, em local nobre, de grande visibilidade e bem perto da favela do Cantagalo? “Que absurdo! Vão enfiar um monte de pivetes ao lado da casa da gente em Ipanema pra assaltar todo mundo”. Pois é. Parece que “pivete” de Criança Esperança é mais bem-vindo do que os de escola pública. E assim caminha a hipocrisia nacional, até…. esta segunda campanha massiva e obsessiva contra o Rio, com fins e endereço certo: intervenção militar.

Serve bem ao propósito de muitos, que gostam de brincar de guerra, de metralhar cidadãos (pobres e pretos, sobretudo), de matar sem ter que dar satisfação. Afinal, foi aberta a alta temporada de caça, com soldadinhos de chumbo já em marcha em direção à Venezuela…

14, fevereiro 2018 10:11
Por admin

As amarras da escravidão

Arnaldo Mourthé

Todos nós estamos cientes de que atravessamos uma grave crise, ou pior do que isso: uma condição que poucos conseguem identificar, menos ainda compreender. Mas vivemos em um mundo onde tudo tem uma causa ou mais que podem se manifestar de várias maneiras, complicando nossa compreensão da realidade. Daí nossa perplexidade e nosso sofrimento. Vamos tentar analisar essa situação, verificando alguns dos nossos problemas, que são muitos e graves.

Comecemos por uma questão que não conseguimos compreender, não por nossa incapacidade, mas por nosso desconhecimento, a crise institucional: o caos nos poderes e a incapacidade do Estado em atender-nos nas questões mais simples da segurança, da saúde, da educação. Isso se dá por diversas razões que veremos adiante, mas há uma questão central que devemos considerar, sem o que não encontraremos solução para nossos problemas. O Estado está “falido”!

Mas o Estado é soberano, como um pode falir? Não pode, mas essa é a ideia que nos foi incutida. Criaram um artifício, uma dívida pública fabricada, forjada, para nos submeter pela sangria financeira e pela inadimplência. Isso foi feito pela cumplicidade entre nossas “elites” políticas e econômicas, com forças externas. Como isso aconteceu nós veremos adiante. Vamos agora às razões do título desse artigo, “as amarras da escravidão”.

A primeira delas é a dívida pública. O brasileiro que nasce hoje herda uma dívida de R$ 20.000,00. Esse é o valor aproximado da divisão do total da dívida pelo número de nossos concidadãos. Mas a questão não se limita a isso. Seus pais têm que pagar dois reais por dias de juros, por ele e por cada um da família, como todos os outros cidadãos. Além disso, a dívida que correspondente a cada cidadão cresce mais dois reais por dia, pois o Estado não tem dinheiro para pagar todos os juros devidos, o fazendo através da emissão de mais títulos entregues aos credores, aumentando a dívida. Assim ela só cresce e, em consequência, os juros também. Enquanto o novo brasileirinho cresce, cresce também sua dívida – muito mais depressa que ele – assim como seus compromissos financeiros. O mais doloroso é que ele não tomou nenhum dinheiro emprestado e nem poderia fazê-lo por ser criança e não tem remuneração para responder por seus encargos financeiros. O brasileiro, assim, nasce e cresce como escravo. Escravidão por dívida, o que os gregos proibiram há mais de 400 anos antes de Cristo.

A segunda delas é o poder político. Este é constituído por representantes das oligarquias que dominam o país há quinhentos anos. A representação atual é obtida através do dinheiro, que compra publicidade e votos. Sobre essa questão não precisamos nos alongar. Basta ler os jornais, ver a televisão e as redes sociais, etc. O povo não é representado no Congresso, senão por um pequeno grupo de abnegados que lá chegam através de suas organizações sociais que lhes fornecem um pouco de votos. Mas esse poder é para poucos e se resume ao acesso à tribuna para protestar, nada mais que isso. Lá estão apenas para que se possa alegar que vivemos num sistema democrático.

A terceira é a sangria da economia, através da exportação dos juros e lucros do capital estrangeiro aplicado no Brasil. Ela é tão grande que não conseguimos pagar tudo com a exportação de nossos produtos, principalmente agrícolas, grãos e carnes, minérios, automóveis e outros menos importantes. Mas nossas receitas do comércio exterior são ridículas, comparadas com o capital que sai diariamente do país. O balanço de pagamentos – que envolve mercadorias, serviços e movimentos financeiros – só se fecha com a entrada de capitais que compram nosso patrimônio. Eles já dominam mais de 70% de nossa indústria, tem forte presença nos bancos, são donos de quase todas as mineradoras e controlam o agronegócio, como fornecedores de sementes, adubos, pesticidas e equipamentos. E são eles que compram seu produto, exportando-o, enquanto a fome persiste no Brasil. E muito mais. Eles têm pelo menos a metade das reservas de petróleo do Brasil e estão comprando nosso sistema elétrico. Eles pretendem dominar nossa energia, nossos rios, ou seja, nossa água, o que lhes dá força para nos dominar completamente.

A quarta amarra é a comunicação. O capital controla nossa grande mídia através da publicidade e da tecnologia. Isso faz de nossa televisão o maior inimigo da nossa Nação, do povo brasileiro. Ela oculta ou distorce a informação e nos distrai empurrando por nossa goela abaixo uma subcultura, ou outra cultura que não é a nossa, buscando nos alienar, nos desinformar e nos desenraizar da nossa terra e dos nossos valores. Assim deixamos de ser um povo capaz de defender-se por desinformação e falta de identidade. Essa amarra escraviza nossa alma, nosso discernimento e nossa vontade.

A quinta amarra é nosso consentimento a tudo isso. É nosso consentimento que permitiu que tudo isso acontecesse e continue acontecendo. Nós já não conseguimos identificar e avaliar nosso inimigo. Uma coisa é certa. Ele não é o nosso irmão que tem posições diferentes das nossas, embora nos induzam a pensar que seja. Mesmo que suas opiniões sejam opostas às nossas, ele continua como nosso irmão. Ele é um brasileiro, apenas tão alienado como nós mesmos. Opinião não é verdade, mas apenas nossa visão das coisas. Ela pode estar equivocada. Para reverter esse quadro macabro, no qual estamos inseridos, precisamos reconhecer que nossos irmãos são nossos aliados naturais. Só o perdão aos nossos irmãos que cometem erros, ou desvios, e nosso próprio autoperdão, pela mesma razão, nos permitirá encontrar o nosso caminho, nos tornando fortes, capazes de reverter essa situação que nos oprime e ameaça nos escravizar ainda mais.

Há outras amarras. Elas estão por toda parte, mas cabe a cada um de nós descobri-las, para desatá-las. Afinal, o poder está dentro de nós mesmos. Se não assumirmos esse poder jamais seremos livres, jamais gozaremos daquilo que é nosso direito natural. E assim é pelo simples fato de existirmos e de estarmos aqui, cumprindo uma missão que é nossa, de mais ninguém. Cada um de nós com a sua.

Rio de Janeiro, 13/02/2018

 

05, fevereiro 2018 11:12
Por admin

Alerta vermelho ao povo brasileiro

Arnaldo Mourthé

Atenção! 05 de fevereiro. O dia em que o Congresso Nacional volta do recesso com uma missão escalafobética: aprovar a “reforma” da Previdência. Por que tamanha pressão de Temer para a consecução dessa medida? Ele e seu ministro Meirelles receberam, em Davos, um ultimato de seus patrões da Cabala. (Observação: não se trata da doutrina teológica judaica Cabalá, mas da organização criminosa). Eles devem ter dito mais ou menos o seguinte:

– Caso vocês não façam a reforma da Previdência, não terão o dinheiro que pediram para salvar seu governo da derrocada financeira.

Apesar dos esforços do governo para vender grande parte do patrimônio estatal – que sobrou da ação predatória de FHC, Lula e Dilma – para entregar completamente nossa economia ao capital estrangeiro, a Cabala exige que ele faça também a destruição dos direitos sociais do Cidadão brasileiro. Ela considera essa condição essencial para assumir a tutela do Brasil, e transformá-lo em uma gigantesca plataforma de produção de produtos exportáveis.

Há, além dessa, outra questão fundamental. O controle do Brasil facilitará à Cabala o domínio de toda a América do Sul, celeiro do mundo e sua segunda maior fonte de petróleo e gás. Dessa forma ela pensa poder enfrentar o poderio econômico chinês, na sua luta pelo domínio do Planeta. Mas, o que vem a ser a Cabala? Ela é uma organização criminosa secreta que vem atuando no mundo desde os tempos do Império Britânico. Desde seu início ela foi criando ou controlando outras organizações para alcançar seus objetivos. Dentre elas estão os Illuminati, o FED (Federal Reserve ou Banco Central dos EUA), o Complexo Industrial Militar americano, a Maçonaria, a Máfia e a Trilateral, organização que defende uma Nova Ordem Mundial junto como o Fórum de Davos.

Foi em Davos, há poucos dias, que Temer e Meirelles fecharam um acordo com mandatários do sistema financeiro mundial para entregar o Brasil para seu desfrute, transferindo-lhes muitos de nossos patrimônios, inclusive áreas gigantescas da Amazônia, para serem saqueadas, e desmantelar o Estado brasileiro, sua Soberania e a nossa Cidadania. De acordo com esse acordo nós passaríamos a ser uma colônia do capital financeiro mundial, com sedes em Nova York e em Londres. Coincidentemente onde se situam os quartéis generais dos chefes da Cabala, as famílias Rockfeller e Rothschild, esta a mais rica do mundo.

Sobre essas questões já escrevi e publiquei alguns livros e dezenas de artigos que podem ser consultados facilmente. As ações da Cabala foram e são fartamente noticiadas e analisadas pelo mundo afora, e em documentos que podem ser encontrados na internet.

Mas nosso problema é interno, ele é o nosso governo corrupto que está destruindo os fundamentos da nossa Nação. Temer e sua quadrilha estão cometendo um crime continuado de lesa-pátria, o que faz impunemente com o suporte que tem do sistema financeiro, que tudo corrompe. Se deixarmos que ele continue sua prática criminosa, não teremos futuro como Nação. Seremos transformados em colônia, habitado por servos do capital e seus capatazes e bate-paus.

Mas, agora podemos desmontar essa trama, atingindo seu calcanhar de Aquiles: a “reforma” da Previdência. É preciso derrotá-la no Congresso Nacional, o que poderá ocorrer através de nossa mobilização. Não é necessário partir para manifestações de rua, que podem ser transformadas em tragédia pelos provocadores e repressores oficiais. Basta enviarmos as informações aqui contidas a todas as pessoas acessíveis e organizarmos panelaços durante o período de discussão da “reforma” no Congresso Nacional. Sugiro que elas se façam todos os dias ao anoitecer, enquanto durar as discussões e votações da proposta do governo. Nosso barulho acordará o povo brasileiro de seu ingênuo sono e mostrará ao mundo o que realmente ocorre no Brasil. Se somos patriotas, não temos outro caminho senão defender nossa Pátria dessa quadrilha corrupta que nos governa e dos seus senhores, os chefes da Cabala.

Caso fiquemos inertes, e a “reforma” acontecer, só nos restará pedir perdão àqueles que padecerão no futuro. Nesse caso, que Deus nos perdoe.

Rio de Janeiro, 04/02/2018.

30, janeiro 2018 10:53
Por admin

Nossos inimigos são o egoísmo e a prepotência

Arnaldo Mourthé

Tenho visto muitas pessoas indignadas com os desmandos e calamidades que nos assolam. Quase todas elas, apesar de quererem agir, se sentem impotentes diante do caos. Isso é natural, mas precisa ser analisado para conhecermos suas causas e efeitos. É o que tentarei fazer nesse documento. Primeiro vamos sintetizar os fenômenos no seu conjunto, os sociais, políticos e econômicos, ou psicológicos, pois estamos falando em sentimentos, vontades e ações.

Todos nós estamos mergulhados em um mundo de ideias e crenças que condicionam nossos pensamentos e ações, independentemente de nossa vontade. Porém, quando esta é potente nós conseguimos superar algumas barreiras que nos são impostas pelos costumes construídos a partir dessa condição inicial, que denominamos, de forma genérica, cultura.

Estamos vivendo em um mundo dominado pela comunicação, que por sua vez é dominada por alguma forma de poder. No nosso caso e por ordem, o econômico, o político, através das estruturas do Estado, o religioso e outras formas de crenças as mais diversas. Nós, sem saber, estamos fortemente condicionados, por toda uma parafernália de ideias e conceitos, que nem sempre são adequados para satisfazer nossas necessidades. Algumas vezes, nem para nossa sobrevivência.

Com essa introdução podemos falar da nossa condição atual, de calamidade, e de como superá-la. De início, posso afirmar que o conceito geral de impotência é puramente psicológico, é uma ilusão, que nos coloca dentro de um labirinto, aparentemente sem saída. Os conceitos que nos condicionam vêm da nossa educação desde crianças, e têm sua origem na história, também fortemente condicionados por interesses dos poderosos.

Sobre essa questão venho escrevendo há anos, mostrando o como e o porquê os homens vêm sendo submetidos, espoliados e humilhados ao longo dos milênios. Chegou a hora de falarmos do presente e apontarmos o caminho que poderá nos libertar do jugo dos “poderosos”, que o são apenas por nossa crença de que é assim que dever ser. Essa afirmação pode ser confirmada pelo estudo da história e de pensadores ao longo de milênios, de Krishna a Freud, o que, infelizmente, não é possível analisar neste artigo.

Todos os dias, os meios de comunicações nos inundam de matérias, que dizem informativas ou educativas, mas que visam apenas nos condicionar para que aceitemos docemente as condições que nos são impostas pelos poderes, constituídos ou não, mas que exercem sobre nós um domínio, às vezes invisível, mas eficaz e mesmo demolidor.

Vamos à questão do nosso poder pessoal! Hoje ele é condicionado, como explicamos acima. Vejamos alguns exemplos:

A mídia nos induz a crer que as condições críticas em que vivemos são de nossa responsabilidade como cidadãos, a começar pelos problemas do Estado. A questão central, no caso, é o descalabro financeiro. Nós pagamos de juros 50% do orçamento da União, o que significa um milhão de reais por dia. Além disso, a dívida que gera esses juros aumenta em igual valor, que corresponde a dez vezes o crescimento do nosso Produto Interno Bruto. Isto é, o problema financeiro do Estado é insolúvel, se seguirmos a política econômica que aplicamos. Não teremos condição nem de pagar o total dos juros da dívida, muito menos ela própria. As providências adotadas pelo governo para atender a esta questão grave são: a venda de patrimônios públicos, a redução da remuneração de servidores e trabalhadores, e a liquidação dos seus direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. Ou seja, o governo administra o país como se fosse uma liquidação do Estado, como acontece com uma empresa falida. Há outras coisas muito graves, sobre as quais viemos falando há mais de vinte anos, sem que sejamos ouvidos. A mídia e os formadores de opinião por toda parte, barram a informação da verdade sobre nossa situação. Isso nos está levando ao colapso. Mas voltemos à questão de nosso poder.

O homem nasceu livre, com o objetivo de viver livre e construir, através de sua liberdade, seu futuro. Mas nenhum de nós está sozinho no mundo, nem poderia existir por si só. Nós temos origem nos nossos ascendentes. Nós nascendo de alguém. Nós temos pai e mãe. Temos também irmãos. Além disso, nossa família não é a única no mundo. Nós pertencemos a uma comunidade, a um povo. Esse povo também não está sozinho no mundo. São muitos povos que constituem muitas nações. Nós todos juntos formamos a Humanidade.

Entretanto, os exemplos de comportamento que nos ensinam não levam em consideração tudo isso. Nos ensinam que deveremos ser individualistas. Viver como se fôssemos os únicos, desconsiderando os outros, milhares mais próximos, milhões no país, bilhões no Planeta Terra. Esse individualismo teve um momento na história muito importante. Foi ele que libertou os homens dos dogmas da Igreja Romana que os submeteu por mil anos na Europa. O individualismo nasceu no Renascimento como uma forma de afirmação da pessoa face à prepotência.

Mas ele é parte de uma dualidade, como tudo que existe no mundo material. Tudo no mundo tem um contrário, o que forma uma dualidade, que rege nossa existência. Isso na filosofia chama-se dialética, um método que estuda a oposição dos contrários que permite a existência, mas quando desequilibrado produz a crise, o caos ou a morte. O contrário do indivíduo humano é a sua sociedade. Quando a indivíduo desconsidera a sociedade ele gera um conflito. Esse conflito, em certas condições, pode ser grave, uma guerra ou a morte da sociedade e do próprio indivíduo que é parte dela. A forma mais danosa do individualismo é o egoísmo, que coloca o indivíduo acima de tudo e de todos, com se fosse um deus. Uma aberração, porque a pessoa que porta o egoísmo não é o Criador, mas, simplesmente, a criatura.

Enquanto o egoísmo perdurar, não haverá solução para a humanidade. Ele perverte a pessoa, torna-a antissocial e destrutiva. É o que está acontecendo conosco. Nós somos vítimas do egoísmo, não apenas daqueles que são parte da nossa sociedade, mas do egoísmo que vem de fora, para nos submeter. O egoísmo interno é apenas o lado podre de nossa sociedade que a está levando ao colapso. O egoísmo se manifesta coletivamente como prepotência que produz a perversidade. Por isso nosso principal inimigo é o egoísmo e sua manifestação através da prepotência. Nossa política não pode ser mais vista apenas pela nossa representação através de pessoas, mas de princípios, e o maior deles é a ética, o respeito ao próximo, que para os cristão  é o amor ao próximo e para os budista o amor incondicional.

Acabou o tempo do discurso demagógico, do messianismo político e dos “homens de bem”, individualistas que só pensam em si. Mas tomemos cuidado, pois a mídia já vem há muito preparando falsos lideres, todos individualistas, que são apresentados como pessoas de bem, “politicamente corretos”, ou como “personalidades”, às vezes extravagantes, verdadeiros rebeldes sem causa, que se mostram como desafiadores dos preconceitos da sociedade, mas que são de fato personalistas e individualista, sendo muitos deles cheios de egoísmo.

Não encontraremos nas eleições solução para nossos problemas, senão depois de resolvermos, internamente, nossos problemas pessoais. É preciso que comecemos a mudança para um Brasil melhor, por nós mesmos, para sermos melhores. Afinal, o Brasil só poderá ser construído por nós mesmos, e só será tão bom quanto nós mesmos, seus criadores. Façamos uma  reflexão: vamos mudar-nos para sermos melhores. Assim teremos condições de mudar o Brasil.

Rio de Janeiro, 29/01/2018

 

25, janeiro 2018 4:15
Por admin

Caindo na realidade

Arnaldo Mourthé

Desde 2013 a sociedade brasileira está irremediavelmente dividida. Os movimentos de rua reclamando melhores serviços públicos e mais baratos indicaram isso. As eleições de 2014 o confirmaram, uma sociedade partida ao meio. De um lado a esperança no messianismo, do outro lado a negação do poder popular. Isso não aconteceu por acaso, nem por capricho. Tudo resultou de comportamentos errôneos dos que estavam no poder e da rejeição de um homem do povo instalado no poder. Essa rejeição está incrustada na nossa formação cultural. Sua origem está no escravismo, sistema que deu início às atividades econômicas no Brasil, voltadas para o mercado estrangeiro, com a produção do açúcar.

Mas a divisão atual não é tão simples assim. Ela tem um aspecto primordial, que é estranho à nossa sociedade. Em contrapartida à sociedade escravista, desenvolveu-se no Brasil outra sociedade, voltada para a sobrevivência de seus membros e seu crescimento, através de famílias numerosas. A libertação dos escravos não contribuiu com a redução da desigualdade. Eles foram incorporados a atividades produtivas ou serviços, consideradas menos nobres. A discriminação escravista foi incorporada à discriminação do trabalhador manual, depois aos  da indústria ou dos serviços. Criou-se uma dubiedade social perversa, que enfraquece nossa sociedade e nossa nação, pois dificulta nossa unidade.

Lula encarnou o lado mais humilde de nossa sociedade. Um misto de demagogo, populista e messiânico. Não chegou a ser um político, no lato senso da palavra: um portador dos anseios de um setor da sociedade. Mas, a população mais pobre ou mais radicalizada na defesa dos oprimidos assim o viu. Tornou-se um líder popular. Mas nunca chegou a ter consciência plena de seus deveres, nem de seu poder. Foi manipulado por aqueles que sempre controlaram nossa sociedade, a casta escravista e seus modernos seguidores, dirigidos por interesses externos, antes representados pela Metrópole portuguesa, agora pelo sistema financeiro internacional.

Lula deixou-se cooptar pelo sistema financeiro. Talvez não tivesse opção, senão os destinos de seus antecessores, Getúlio Vargas ou João Goulart. Essa foi a razão de um governo tão desastroso como o seu, com Dilma seguindo o mesmo caminho. O leitor que tiver interesse em conhecer os pormenores desses fatos pode encontrá-los nos meus livros A crise e O poder no Brasil.

Lula foi trucidado, não sem razão. Ele fez por onde. Mas aqueles que aplicam a mesma política, com mais crueldade ainda, estão no poder, Michel temer e seus comparsas. Eles, no dia de hoje, estão em Davos oferecendo aos homens mais ricos do mundo nossas riquezas a preço de banana. Pior que isso, eles estão vendendo nosso futuro, através da liquidação dos direitos de cidadania dos brasileiros. A euforia de alguns com a condenação de Lula, esconde a sua ignorância dos fatos que a produziram. Não estamos falando de culpabilidade ou não. Essa é uma questão da Justiça. Mas da inconsciência em relação ao que se passa no Brasil e no Mundo.

Voltaremos para falar do poder que nos oprime e de como superar nossa calamidade.

Rio de Janeiro, 25/01/2018

 

22, janeiro 2018 11:19
Por admin

“Independência ou Morte”

Arnaldo Mourthé

Com essas palavras, D. Pedro, então príncipe regente, assumiu uma atitude responsável, necessária a quem tem autoridade, tornando-se Imperador do Brasil e herói nacional.  D. Pedro deveria retornar a Portugal, para ser rei, restabelecendo o status colonial do Brasil. Mas ele preferiu nossa independência. Afinal, o Brasil havia sido decisivo para a grandiosidade do Império Português, e o salvou abrigando a realeza que fugira do exército de Napoleão. Não fosse a transferência da sede do reinado para o Brasil, ele se esfacelaria como aconteceu com o Império Espanhol.

Estamos vivendo outro momento decisivo da nossa história. Nossa independência está sendo ameaçada. Não apenas por forças externas, mas por nossos próprios governantes e as chamadas “elites” brasileiras. Está se deslocando para Davos, na Suiça, uma grande delegação do governo brasileiro, tendo na sua testa Temer, Meirelles e Doria, o playboy prefeito de São Paulo. Vão todos participar do Forum Econômico Mundial, que reúne os homens mais ricos e as corporações mais poderosas do mundo com os governos dos países mais capitalizados. Nesta lista não deveria caber o Brasil, senão por suas riquezas cobiçadas por todos. Exatamente por isso estamos na sua agenda: Moldando a nova narrativa do Brasil. O Forum de Davos pretende fazer o papel do povo brasileiro. Definir nosso futuro, não o que queremos, mas o que os convém.

Chegou a hora de nós brasileiros assumirmos nossas responsabilidades de cidadãos desta Pátria, voltando a bradar com toda força de nosso peito as palavras de D. Pedro nas margens do Rio Ipiranga: Independência ou Morte. O momento é este, quando se abate sobre nós o chicote dos dominadores e de seus prepostos, os impostores no poder, com a negação de nossos direitos adquiridos a duras penas, ao longo de nossa história dolorosa, mas gloriosa. Davos exige a aprovação da “reforma” da Previdência, como condição para mandar dinheiro para salvar Temer e sua quadrilha. O resultado será a recolonização do país, cuja metrópole seria a capital da Besta do Apocalipse, a Wall Street

A missão “salvadora” a Davos, representa a continuidade da alienação do patrimônio nacional e a liquidação dos direitos sociais dos cidadãos brasileiros, que já foram terrivelmente penalizados com a “reforma” das leis trabalhistas. Ela visa comprometer-se com a entrega de todas as maiores riquezas do território nacional, e nosso próprio território habitado por nós, que seremos transformados em uma massa de trabalhadores sem direitos, servos do capital internacional. Isso é uma capitulação mais humilhante que a de uma nação derrotada numa guerra. Capitulação a um sistema financeiro, comandado por sociopatas que tentam destruir as conquistas da humanidade. Mergulharemos em condições piores que a do colonialismo português.

Todos nós somos responsáveis por isso que acontece no Brasil, alguns mais outros menos. Mesmo não tendo agido contra o Povo e a Nação, muitos de nós foram omissos ou negligentes. Poderíamos ter feito mais do que fizemos. Poderíamos ser menos individualistas e soberbos. Poderíamos ser mais fraternos do que fomos. Mas isso é passado, que deve ser perdoado. Mas o futuro, que começa agora, é de nossa responsabilidade. Sobre nossa omissão de agora não teremos como responder aos que virão depois. É preciso que deixemos para os futuros brasileiros, e para as crianças e jovens de hoje, pelo menos aquilo que nos foi legado por nossos antepassados: um País, uma Pátria e nossa Liberdade que, embora restrita, seja nossa.  E ainda a nossa independência, a Soberania da Nação, que mesmo modesta tem nos permitido avançar para um futuro melhor.

Não há mais espaço, nem tempo, para a omissão. Precisamos agir. Deixo aqui meu exemplo de ação, meus recados particulares e a todos nós brasileiros.

            Ao Senhor deputado Rodrigo Maia,

O senhor é um Presidente, presidente da Câmara de Deputados. Não é moleque de recados de Michel Temer, o impostor, nem tem deveres que não sejam com a Nação brasileira e seu Povo. Não aceite passivamente as pressões dos donos do dinheiro, que estão destruindo o Brasil. Não permita que seja roubado do nosso povo o direito de se aposentar. Tome uma atitude.

            Ao Senhor vereador César Maia,

O senhor fez muitas promessas de trabalhar em prol do povo brasileiro. Eu sou testemunha disso, nas nossas atividades partidárias e de governo. Qual é sua opção? Você e sua família passarão para a história como heróis, como D. Pedro I, ou como vendilhões da Pátria, tendo seu filho como instrumento do desmantelamento do Estado brasileiro e exemplo do desprezo ao nosso povo. Muitos estão famintos, desesperados ou morrendo, até na porta dos hospitais e pelas balas de bandidos ou, simplesmente, “perdidas”. Tudo isso são consequências de ações governamentais, especialmente desse governo perverso, corrupto e covarde, submetido ao poder do dinheiro. Se sua opção for a primeira, diga a seu filho o que fazer: rebelar-se contra os tiranos. Se for a segunda, só posso lamentar.

            Ao povo brasileiro,

Iremos agir, ou esperaremos por um “salvador da Pátria”? Se a opção for esperar, prepare-se para a servidão ou para a escravidão. Ainda restará a opção de ser capataz dos tiranos ou bate-pau para oprimir a população.

Tenho uma sugestão para nossa ação imediata, além do panelaço coordenado ao qual já me referi.  O poder, que aí está, se sustenta sobre a corrupção que controla o Executivo, o Parlamento e a imprensa. Sem esta última os dois outros suportes não ficarão em pé. Façamos, por experiência, uma greve contra a televisão. Fiquemos um dia sem ligar nossa televisão. Depois disso você conhecerá a força que tem e não se deixará dominar, por quem quer que seja ou o que for.

Chegou a hora da verdade: Independência ou morte!

Rio de Janeiro, 22/01/2018.

19, janeiro 2018 2:41
Por admin

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”

(Jesus de Nazaré)

Arnaldo Mourthé

Todos nós temos nossas verdades. Acreditamos em algumas coisas, em outras não. Assim vamos construindo nossos destinos, vivendo nossas vidas. Quase todos nós somos ciosos do que fazemos. Muitas vezes isso nos custa muito sacrifício, mas nos mantemos firmes. Temos nossos valores, nossos princípios morais e éticos, e procuramos aplicá-los, nem sempre com facilidade. A vida é dura, costuma-se dizer, e muitas vezes nos surpreende. Nem estamos falando ainda dos nossos dias atuais, cheios de surpresas, quase todas inusitadas, extravagantes, por vezes perversas, como ocorre hoje no Brasil e em muitas outras partes do Planeta. É sobre isso que temos algumas verdades a dizer, porque elas precisam ser ditas.

Verdade I: A espécie humana ainda existe porque tem discernimento. Nós pensamos, criamos coisas e as usamos em nosso benefício, sobrepujando as outras espécies e alterando nosso meio ambiente. Do contrário ela teria sido extinta, há muito tempo.

Verdade II: Para sua sobrevivência o homem criou utensílios, que usa para seu conforto, e armas para a caça, primitivamente, e para se defender.

Verdade III: Esses utensílios e armas de caça permitiram que sua produtividade crescesse e com ela também sua população. Formaram-se aldeias e cidades, o início da civilização.

Verdade IV: O excedente de produção resultante de sua criatividade e de seu trabalho ofereceu ao homem outras oportunidades. Nasceu a civilização. Com ela os conflitos entre comunidades foram potencializados, dando origem a impérios, que se expandiram: os eventualmente mais fortes dominaram os eventualmente mais fracos. E assim foi por alguns milênios.

Verdade V: A civilização, e tudo que ela criou para o bem ou para o mal, é resultado do aumento de produtividade do trabalho humano. Inicialmente com seus utensílios e armas, depois com instrumentos e dispositivos mais elaborados e o desenvolvimento da agricultura, especialmente pela irrigação.

Verdade VI: Aos trancos e barrancos a civilização se desenvolveu aumentando cada vez mais sua produtividade, mas também fazendo guerras para dominar e explorar outros homens. Tudo em função da apropriação dos excedentes de produção dos povos dominados. Tudo isso a história registra. Os que a conhecem sabem disso.

Verdade VII: Todo esse processo de guerras de dominação cria impérios, mas também os destrói por várias razões: suas contradições internas e a resistência dos povos dominados. Até aqui não há novidade para aqueles que conhecem a história.

Verdade VIII: Houve um império teocrático que dominou toda a Europa e parte da África e do Oriente Médio, que é conhecido por Idade Média. Ele se desfez por suas contradições internas e seus conflitos com outro império teocrático que eles chamavam de Sarraceno.

Verdade IX: Do colapso da Idade Média, surgiu um embrião de um sistema econômico no qual a apropriação do excedente de produção da sociedade era feita por poucos. Essa apropriação se fez, e se faz, através do dinheiro obtido da venda dos produtos, por quem dominava o processo produtivo, sob sua forma monetária, o capital. Esse é o sistema capitalista que vigora até hoje, em grande parte do mundo.

Verdade X: O sistema capitalista difere de todos os outros pela apropriação privada do excedente de produção. Na antiguidade essa apropriação era pública, feita pelos poderes, tribais, das cidades e dos estados, alguns deles impérios. Ele era aplicado na sustentação dos chefes, das nobrezas, dos sacerdotes, do aparato do Estado, funcionários e militares, e para a construção da infraestrutura de produção e de defesa, de palácios e templos.

Verdade XI: Naquelas civilizações não havia crises econômicas como as que temos hoje. Havia crises, mas produzidas por disputas de poder, por guerras entre nações, por cataclismos naturais, por esgotamento do solo, reduzindo a produção e gerando a fome.

Verdade XII: Com o capitalismo e o avanço da tecnologia, e o aumento exponencial da produção e de seu excedente – aquilo que não é consumido por aqueles o produz – surgiram as crises econômicas. As soluções encontradas para elas era a expansão do mercado ou o financiamento ao consumidor. O primeiro gerou conflitos entre nações. O segundo o endividamento e a inadimplência.

Verdade XIII: A expansão do mercado gerou também o colonialismo. O financiamento, seguido da inadimplência gerou a crise financeira. A solução passou a ser a guerra. Desde 1914 todas as guerras foram consequências da contradição principal do sistema capitalista: a apropriação privada do excedente de produção.

Verdade XIV: Houve uma tentativa de encontrar outra forma de consumir os excedentes: sua aplicação na produção de coisas não vendáveis, não destinadas ao mercado, as “não mercadorias”. A primeira tentativa foi de Roosevelt, com o seu New Deal, idealizado pelo financista inglês Keynes. Mas isso gerou o endividamento excessivo do Estado, que arcou com todas as despesas. Daí surgiu a grande dívida pública americana.

Verdade XV: A solução keynesiana não impediu a Segunda Grande Guerra, a maior catástrofe da humanidade. Muitas são as alegações para suas causas, mas elas só explicam o como ela ocorreu, não o porquê. Em consequência dessa guerra surgiu a bomba nuclear, usada contra Hiroshima e Nagasaki. Depois disso houve a corrida nuclear e a difusão das bombas. Uma nova guerra seria o fim civilização, senão da humanidade.

Verdade XVI: Diante dos sinais de nova crise, nos anos 60, os governos americano e inglês associados aos sistemas financeiros dos dois países, arquitetaram um novo sistema que permitisse a superação da crise. Daí surgiu a globalização e sua doutrina econômica, o neoliberalismo, que outra coisa não é que o liberalismo primitivo, requentado. Neste, a liberdade só é reconhecida para o capitalista, que submetia o trabalhador a condições de trabalho desumanas em uma jornada de 16 horas. Na propaganda neoliberal, a figura do capitalista é substituída pela do capital. A tese é a da total liberdade do capital, sem respeito às fronteiras nacionais, que defendem não apenas o território nacional, mas os cidadãos que formam com ele a Nação.

Verdade XVII: O neoliberalismo é o sistema do dinheiro sem lastro e do lucro sem produção de mercadoria, como é o caso dos juros da dívida pública. Para implantá-lo é preciso eliminar o sistema republicano e a cidadania que o sustenta. É preciso desmontar o Estado. Se não deve haver cidadania, para que serviria o Estado, que regula a sociedade e defende o cidadão, fonte da soberania nacional. Esta também deixa de existir.

Verdade XVIII: Para o projeto do grande capital, que quer controlar o mundo, o Estado republicano torna-se uma excrescência. Melhor será uma tirania. É o que estão construindo no Brasil, através da corrupção.

Verdade XIX: A corrupção não é apenas de parlamentares, que tentam destruir o Estado Republicano, com suas “reformas”, todas contra a população e contra a Nação. Ela é mais geral. Sua ação mais constrangedora é em relação à imprensa. Não mais existe imprensa livre no Brasil. Toda a grande imprensa é financiada pelos invasores estrangeiros do capital financeiro. Os poucos veículos independentes são locais ou vivem na penúria financeira. Não resistirão por muito tempo. A imprensa tornou-se um instrumento de alienação a serviço de seus anunciantes, controlados pelo capital financeiro internacional. Se há quem duvide disso preste atenção aos anunciantes dos grandes jornais televisivos.

Verdade XX: Essa é a verdade sobre os métodos de dominação, que incluem a nossa mente e a nossa vontade. Mas isso eu deixo para o linguista americano Noam Chomsky, através de seu vídeo no you tube: “As 10 estratégias de manutenção das massas”.

Chegou a hora de pensar. Usemos as faculdades que Deus nos deu, o livre arbítrio e o discernimento. Com certeza não nos arrependeremos.

Rio de Janeiro, 19/01/2018.

17, janeiro 2018 10:48
Por admin

Ao combate contra a tirania!

Arnaldo Mourthé

Há um grupo de indivíduos, desqualificados e corruptos, empenhados em destruir nossa Sociedade, que a duras penas levamos 500 anos para construir. Essa sociedade não é apenas um grupo social, é um povo, reunido em um território, falando a mesma língua. Somos uma Nação. Essa Nação é nossa Pátria, que deve nos defender e que juramos defender, se preciso for com nossa própria vida. Mas tudo se passa como se fôssemos um amontoado de pessoas sem vontade e sem direitos. Mas não é assim. Somos os cidadãos dessa Nação, que tem nome, prestígio e glória. Nós somos brasileiros, somos o Brasil, nossa Pátria que está sendo desrespeitada e desmantelada. Não deixaremos que isso aconteça. Temos consciência disso, mas nem todos nós sabemos como podemos defendê-la e, assim, nos defendermos também. Aqui vai uma sugestão.

Experiências recentes mostraram que as manifestações de rua – embora muito eficientes para demonstrar nosso descontentamento – não têm sido eficazes para resolver nenhum de nossos problemas. Há sempre uma brutal repressão quando a população protesta contra o poder. Para justificá-la, os agentes do poder infiltram elementos perturbadores que causam baderna, com depredações e outros tipos de provocação. Isso coloca em risco as pessoas que se manifestam, e dá assunto para uma mídia mercenária tentar desmoralizar os atos populares. Isso gera, naturalmente, receio da parte daqueles que gostariam de demonstrar sua indignação contra os desmandos e as injustiças que nos são impostas. Somente aqueles em estado desesperador, por salários atrasados, insegurança e violência policial, se expõem nos protestos. A maioria da população sofre, mas não se sente em condições de reagir.

Propomos mobilizações gerais através de panelaços, com datas e horas marcadas pelas redes sociais. Há uma grande razão para fazer isso agora: a tentativa de destruir direitos garantidos por leis de mais de meio século, através da chamada “reforma da Previdência”, um eufemismo para esconder o objetivo de destruir nossos direitos de cidadãos, como já fizeram em relação à legislação trabalhista.

De dentro de nossos domicílios invioláveis, enquanto houver Estado de Direito, os nossos panelaços ecoarão pelas ruas, que o governo impostor a serviço de investidores estrangeiros não quer que nós ocupemos para protestar contra sua tirania. Eles nos desconsideram, como pessoas, como cidadãos, como filhos de Deus, na visão cristã. Entretanto, nós temos o poder de reverter esse quadro escabroso, que nos humilha, e mata muitos de nossos irmãos pelos descasos do governo em relação à saúde, à educação e à nossa segurança. A polícia, cujo papel é defender a pessoa do cidadão e seus direitos, é usada despudoradamente contra ele, ferindo-o, prendendo-o e humilhando-o, enquanto seus agentes, também cidadãos, são assassinados. Mas podemos enfrentar esse poder tirânico e vencê-lo com nossa criatividade. Façamos isso através de nossos panelaços, combinados e coordenados pelas redes sociais.

Comecemos já, em protesto contra a reforma da Previdência. Peça a cada cidadão, cioso de seus deveres, difundir essa ideia. Marquemos nossos protestos coordenados. Nós seremos imbatíveis se agirmos unidos, pois representamos 90% dos cidadãos brasileiros, que desaprovam esse governo e suas medidas contra todos nós e contra nossa Pátria. A nossa vontade ocupará as ruas com o som de nossos panelaços. Os tiranos serão abalados, até do outro lado do Planeta. Depois disso, é só pô-los para correr.

Rio de Janeiro, 17/01/2018.

15, janeiro 2018 1:24
Por admin

O Brasil não é problema. É solução

Arnaldo Mourthé

Há uma campanha orquestrada de que o Brasil é um problema. Mas isso é a mais pura mentira, premeditada para nos desacreditar, nos humilhar e nos incutir complexo de inferioridade. Nós vamos desmontar essa afirmação acima e colocar no seu devido lugar a conspiração que montaram contra nós para nos submeter. Querem que aceitemos uma condição de inferioridade no concerto das nações, sob a alegação que somos “uns coitadinhos”. Querem que sejamos um povo colonizado, sem direito à cidadania. Feito isso, o nosso trabalho, se tivermos a oportunidade de tê-lo, por que muitos não o terão, será usado para produzir o que os invasores quiserem, para a realização de seu  projeto imperial de dominar, senão todo o mundo, metade dele.

Vamos à questão. Nós somos hoje 208 milhões de pessoas, das mais variadas origens, a população em um só país mais representativa da humanidade. Aqui vivem, de forma integrada, índios e seus descendentes, e pessoas migradas da Europa, da África, da Ásia e de outros países das Américas. Todos são brasileiros, mesmo que ainda cultivem suas culturas de origens. Isso não é desvantagem. É uma diversidade que nos ensina a conviver com as diferenças, e nos permite aprender com a história de outros povos. Nós somos um povo tão poderoso e numeroso, que nenhuma nação ousará tentar submeter pela força.

Entretanto, o mundo vive uma crise terminal do sistema capitalista de produção, dada suas contradições internas e à ambição que ele desenvolveu nas pessoas. Os poucos portadores de uma fortuna equivalente a de metade da população mundial, buscam fazer sobreviver um sistema que se tornou contrário à vida. Nesse sistema, o lucro, seja qual for ele, se sobrepõe à vida humana e à própria Natureza. Tudo que a humanidade conquistou de positivo corre o risco de ir por terra. Até sua sobrevivência está em perigo. Tudo por um poder egoísta de apropriar-se de tudo e de todos, numa postura sociopata. Esse projeto só é possível de executar em um mundo de ficção, gerado pela mentira sustentada pela corrupção.

Esse grupo controla o mercado financeiro do Ocidente. Seus membros acreditam que podem se salvar colonizando parte do mundo Ocidental, fortalecendo-se para o confronto com outros países que não se deixaram contaminar, pelo menos totalmente, pela ilusão fabricada por eles. Aqui entra em cena o papel do Brasil. Se eles nos dominarem, terão mais facilidade de dominar toda a América do Sul. Tornar-se-iam mais fortes para enfrentar, ainda no seu conceito falso, outros países mais fortes, na sua marcha para conquistar o mundo. Uma grande ilusão, uma loucura. Atenção, não se trata de ficção, é a mais pura realidade. Alguém pode dizer: isso é muito louco! Não pode ser verdade! Para esse faço uma sugestão: verifique as contas da União e conheça a história de Hitler, e seu projeto de fazer da Alemanha um império mundial.  Foi com seu projeto louco que ele produziu a maior guerra da história e a perdeu, destruindo a própria Alemanha e grande parte da Europa. A tática agora não é mais a blitzkrieg (guerra relâmpago), uma onda de tanques em movimento. Ela é a sangria dos juros da dívida que já consomem 50% do orçamento da União. Seus estragos são maiores que os tanques de Hitler. Mas não se pode mencioná-la, pois o corruptor não o permite, enquanto a Nação se estraçalha. A mídia está no bolso do banqueiro.

Estão comprando com dinheiro falso nosso patrimônio construído por nós, a duras penas, em séculos, e especialmente depois da Revolução de 30, que teve um projeto soberano e de justiça social para desenvolver o Brasil. Pois tudo desse projeto, as conquistas sociais, os investimentos em educação, saúde, cultura, seguridade social, ciência e tecnologia, produção de energia, transporte, construção de cidades, está sendo demolido, por ações premeditadas, pelo governo que os banqueiros colocaram no poder no Brasil.

Tudo isso está sendo possível pelas ilusões que incutiram em nós brasileiros, através de agentes mercenários, na mídia, na política, em organizações ideológicas diversas, para que aceitemos o que estão nos fazendo. Isso nos custa caro no nosso próprio dia adia e anula nossos esforços por um futuro melhor. Mas podemos reverter tudo isso. Depende apenas de nós mesmos. De cada um de nós, não daqueles que pensamos serem nossos protetores. Não há ninguém que possa defender-nos se nós mesmos não nos dispomos a nos defender. E não é tão difícil ou caro o que temos a fazer. Basta tomarmos consciência da realidade, não nos deixarmos enganar, e nos unirmos na nossa ação. Não estou sugerido sacrifício de ninguém, apenas empenho e responsabilidade.

Manifestemo-nos, e mostremos ao mundo o que somos: um país poderoso, porque tem um povo valoroso e consciente de suas responsabilidades, para consigo mesmo e para com a humanidade. Nós somos o único país, hoje no mundo, capaz de reverter essa situação de calamidade mundial sem usar a violência. Por várias razões. Nossa ação será pacífica: nós apenas defenderemos aquilo que é nosso de direito; nós somos uma grande população com grande representatividade; nós ocupamos o território mais rico do mundo, em diversidade ambiental, em volume de água potável, em produção de alimentos, em fontes de energia, hidroelétrica, da biomassa e dos hidrocarbonados, em minérios de toda natureza, inclusive os mais raros. Nós somos uma potência, mas parece que não temos consciência disso. Sugiro que nos informemos. Basta ver pela internet aquilo que somos: nossas florestas, nossos rios, nossas cidades, nossas hidrelétricas, nossa agricultura, nossa grandiosa natureza diversificada e encantadora, repleta de sítios arqueológicos, únicos no mundo.

E temos, além de tudo, uma cultura que nenhum outro povo tem, em diversidade e em criatividade. Pois é isso aí! Usemos nossa criatividade para nos unir e nos impor! Combatamos os desmandos do governo, a falsidade da mídia e a soberba dos patrões dos dois, as corporações econômicas e financeiras. Depende de cada um de nós superar a situação de calamidade em que nos meteram. Omitir é pior opção. Vamos à luta!

Rio de Janeiro, 07/01/2017

13, janeiro 2018 6:29
Por admin

A natureza do modo de produção capitalista

Arnaldo Mourthé

O modo de produção capitalista surgiu no processo de decadência do sistema feudal. Seu embrião se manifesta primeiramente no século XIV, na norte da Itália e no sul da França, com os arrendatários de terra burgueses que utilizavam trabalhadores temporários nas suas atividades. Ele cresce junto com a decadência do feudalismo, até se tornar um sistema definido, com vida própria. Esse processo durou dois séculos. Foi o tempo necessário para que os camponeses se tornassem livres. Não apenas do senhor feudal, mas também dos seus compromissos comunais e para com suas pequenas propriedades, que lhes foram sendo tomadas, por arbitrariedade ou por dívidas. Ele cresceu com a falência pessoal do senhor feudal e generalizou-se com o colapso do feudalismo.

Nos conflitos entre a velha aristocracia, feudal, e a nova, burguesa, os penalizados foram os produtores rurais que iam sendo expropriados de seus bens e expulsos do campo. Eles formaram um gigantesco contingente de trabalhadores disponíveis, sem terra e sem trabalho, que favoreceu o processo de formação do capitalismo industrial. Na Inglaterra, no final do século XIV, a exploração da terra já havia passado dos senhores feudais para os arrendatários, que conviviam com uma grande massa de produtores livres.

Marx chama a atenção para o fato de a formação da produção capitalista urbana ter sido muito mais rápida que a do capitalismo no campo, com os arrendatários.

 

Serve de base a todo esse processo a “expropriação que priva de sua terra o produtor rural, o camponês”. Sua história apresenta uma modalidade diversa em cada país, e em cada um deles transcorrem as diferentes fases em gradações distintas e em épocas históricas diversas. Onde ele reveste sua forma clássica é na Inglaterra.

 

Ao tornar-se assalariado, o camponês já não trabalha apenas para satisfazer suas necessidades, mas tanto quanto pode suportar. Essa intensificação do trabalho, aliado a novos métodos de produção, como a divisão de tarefas em função das qualificações e aptidões, permitiu manter e aumentar a produção agrícola, com contingentes menores de trabalhadores. Nessas condições, o camponês expulso da terra não se tornou apenas livre, mas miserável, sujeito a aceitar quaisquer condições para sobreviver e sustentar sua família. Ele forneceu à manufatura capitalista sua força de trabalho, barata e desprotegida, que permitiu ao capitalismo tomar o mercado dos artesãos que não fossem artistas ou extremamente habilidosos.

Até meados do século XVIII, a principal manufatura capitalista era a têxtil, que ainda usava meios rudimentares, não muito diferentes em produtividade dos artesanais. Os equipamentos manuais eram praticamente os mesmos. Mudara apenas o número de trabalhadores concentrados no mesmo lugar e jornada de trabalho maior, de 16 horas, seis dias por semana, que superava em muito a dos artesãos. A produção concentrada aumentava a distância de transporte das mercadorias, o que lhes agregava custo.

Para reduzir seus custos, a indústria têxtil de algodão precisava ser instalada junto a um curso d’água, para lavar os tecidos e movimentar a roda d’água que substituiu o pedal no acionamento das máquinas. Para reduzir os transportes, a localização das indústrias era próxima aos portos. Esses condicionamentos limitavam a expansão da indústria têxtil. Para superá-los, os industriais buscaram aperfeiçoar seus equipamentos para obter maior produtividade, usando os novos conhecimentos da ciência.

O capitalismo industrial só se consolidou com a revolução tecnológica do século XVIII, que ficou conhecida como Revolução Industrial. Esta foi possível graças ao capital acumulado pela exploração colonial em um período histórico conhecido como mercantilismo.

A partir daí a produtividade do trabalhador aumentou, gerando um aumento extraordinário da produção e do lucro do capitalista. Esse fenômeno produziu dois outros, a necessidade de procurar novos mercados para seus produtos e a possibilidade de aumento de salários dos trabalhadores, conseguidos através de penosas lutas. Daí surgiu a luta de classes, como a modernidade as conheceu. Os ingleses buscaram colocar no continente europeu seus excedentes. Esse processo levou a tensões que resultaram em guerras. As chamadas guerras napoleônicas têm sua origem nesse fenômeno.

A luta de classes gerou ideologias que se opunham ao liberalismo que sustentava o capitalismo inglês, e sustenta até hoje o capitalismo mundial. Surgiram as diversas vertentes socialistas, dentre as quais o trabalhismo, o comunismo e o anarquismo. As bandeiras que orientavam essas ideologias eram a liberdade, que o liberalismo defendia, mas apenas para a burguesia, e a igualdade, em diferentes matizes.

Nesse quadro a história do mundo ocidental desenrolou-se, entre conflitos sociais e entre nações, todos girando em torno da apropriação dos excedentes da produção que as conquistas científicas e tecnológicas potencializaram.

Mas, como foi possível essa sociedade tão desenvolvida do ponto de vista da produção e tão desumana, que tem no conflito sua forma existencial e nas guerras a sua sobrevivência? O que permitiu que a história humana tomasse esse rumo trágico, e que nos levou à brutal crise que atravessamos, com todos os riscos que conhecemos, que nem vale a pena mencionar?

Há a considerar que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia ocorreu a uma velocidade estarrecedora, que não pôde ser acompanhada pela evolução espiritual da humanidade. O uso do poder da apropriação do excedente de produção por pequenos grupos sociais das nações acirrou a ambição, o individualismo e a segregação de classes, que nos países mais espoliados, da periferia do sistema, alcança uma condição de apartheid social, gerando miséria e impedindo o acesso de muitos a condições de dignidade humana. Os excluídos, não o foram apenas do conforto que a sociedade dispõe hoje, mas mesmo dos direitos elementares à alfabetização, à saúde e à habitação. O foram até mesmo de um trabalho que permita uma remuneração de sobrevivência com dignidade. Nessas condições construiu-se um criadouro da criminalidade, que a sociedade hipócrita debita aos marginalizados, quando a fonte de todo mal está no apartheid social, gerado pela concentração em poucas mãos do excedente de produção não consumido.

Rio de Janeiro, 07/01/2017

 

17, fevereiro 2018 11:06

A tirania já começou, adeus à democracia!

14, fevereiro 2018 10:11

As amarras da escravidão

05, fevereiro 2018 11:12

Alerta vermelho ao povo brasileiro