Arquivos de outubro, 2017

31, outubro 2017 4:51
Por admin

Que fazer diante de tanta calamidade?

Arnaldo Mourthé

Se esperarmos por um “salvador da Pátria” não haverá mais Pátria para ser salva. Essa é a realidade que se nos apresenta. Que fazer?

Essa é uma questão que me incomoda desde que tomei conhecimento de uma doutrina chamada neoliberalismo, por volta de meados dos anos 90. Depois de muito pesquisar resolvi escrever um livro que levou o nome de O capitalismo enlouqueceu. Desde lá para cá tento me informar sobre essa monstruosidade ideológica que nos foi incutida por uma imprensa mercenária e uma casta política e empresarial corrupta. Não cabe agora contar essa história. Mas, em certo momento me senti no dever de renunciar à política partidária e procurar uma forma de lutar contra a calamidade que se anunciava. Virei pesquisador da história e escritor. Fiz o que pude, mas não alcancei o que esperava: despertar as pessoas para o perigo que se avizinhava.

Agora, a calamidade está aí, instalada nos poderes da República e alimentada pela corrupção. A casta escravista, viciada por 350 anos de escravidão, retorna ao poder para restabelecer o único mundo que ela conhece, o da prepotência e da submissão dos outros, que ela só vê como instrumentos e não como pessoas.

Como enfrentar essa situação? Os brasileiros estão perplexos. A ilusão que lhes vem sendo incutida, por essa elite covarde formada da exploração do trabalho escravo, bloqueia nosso pensamento, deixando-nos indefesos. Ela nunca se sentiu brasileira. Sua vida sempre foi seus negócios, de apaniguados do poder,  aliados às aves de rapina do comércio internacional. Sempre foram apátridas e insensíveis em relação aos problemas da população. Paralelamente  à ação das castas da rapinagem, foi sendo criada uma Nação aberta à humanidade para onde puderam vir povos de todo o mundo, gerando um povo diversificado que muito bem representa a humanidade. Há uma guerra não declarada contra essa Nação, por forças internacionais aliadas às castas exploradoras de nossa gente.

Já disse tudo que deveria dizer sobre isso nos diversos livros que publiquei. Mas foram poucos ou ouvidos abertos às advertências fundadas nos trabalhos extensos, intensos e meticulosos de poucos bravos brasileiros, entre os quais me incluo. Acabamos caindo na arapuca que nos foi armada pelo capital financeiro internacional aliado à casta calhorda que suga nosso Brasil. Que fazer?

É preciso resistir à rapinagem e a corrupção que é seu instrumento. Mas também é preciso combater a propaganda que sustenta a rapinagem, através de uma mídia mercenária e de marqueteiros sem escrúpulos. Mas como fazê-lo?

Estamos vivendo um momento muito especial. O sistema, que submete todos os humanos, está instituído sobre ideias que não correspondem mais às necessidades da humanidade. É preciso humanizar o mundo. Não nos mesmos termos do humanismo do Renascimento, voltado para o individualismo. Mas reconhecer a igualdade de todos os humanos por serem iguais na sua essência. Não ver a diversidade como defeito, mas como virtude. Pois foi ela que nos permitiu sobreviver ao longo de nossa evolução. É preciso reconhecer que o ser humano foi criado para ser livre, e não escravo. Mas há muito mais a fazer.

Queiramos ou não, nós somos frutos do meio em que vivemos, não apenas o material, mas também o espiritual. Afinal, apesar de sermos animais, não agimos por instinto, mas pela razão. Nós temos vontade e livre arbítrio, mesmo quando não somos muito conscientes. E a consciência é o aspecto mais importante para nossa sobrevivência nessa situação de calamidade em que nos encontramos. É fundamental que desenvolvamos nossa consciência. Que nos desembaracemos das amarras mentais que nos submetem a interesses nefastos de pessoas inescrupulosas. É essa a questão central sobre a qual devemos nos debruçar.

Infelizmente, o desenvolvimento espiritual da humanidade não acompanhou o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Dispomos de uma capacidade destrutiva que ameaça a humanidade e mesmo a vida sobre a Terra, em mãos de pessoas irresponsáveis que só pensam em dominar. Não existe mais a sociedade do diálogo, que permitiu, apesar da obtusidade da burguesia capitalista, o Estado de Bem Estar Social, conquistado a duras penas por aqueles que vivem de seu trabalho. Hoje, a “riqueza” vem sendo adquirida através dos rendimentos sem produção, em especial dos juros. A dívida pública criada para alimentar e guardar essa riqueza, que não pertence ao mundo produtivo, vem sendo usada para submeter Nações e degradar a vida das pessoas

Mas tudo isso tem solução, que é a nossa conscientização. É urgente sabermos sobre a natureza dessa calamidade que estamos vivendo. Não basta as explicações convencionais próprias da política e da diplomacia: o diálogo. Mas o diálogo não é algo unilateral. Ele depende de pelo menos duas partes. A parte que está encima não quer o diálogo. Sua postura é de imposição. Sempre com uma desculpa fajuta, como “fazer a reforma da Previdência agora, ou ter que fazê-la amanhã em condições piores”. Eles sabem que o problema financeiro da União não é a Previdência, mas os juros da dívida pública. Mas esse, para eles, é intocável. É o  dinheiro do patrão, do “deus” “mercado”. Uma desfaçatez estarrecedora.

Diante de tudo isso, resolvi escrever um livro que tratasse das questões do pensamento humano e de seu comportamento, envolvendo, história, filosofia e ideologia. Hoje, estamos submetidos integralmente à ideologia do banqueiro, o neoliberalismo. Precisamos combatê-la. Se quisermos que nossos filhos e netos tenham uma Pátria, é preciso nos conscientizar da situação em que nos encontramos. Eu tento fazer a minha parte. No último dia 27, lancei um livro sobre essa questão, “A perplexidade”. Se você tiver interesse em comprá-lo, poderá fazê-lo pelo e-mail ou pelo site da Editora Mourthé: contato@editoramourthe.com.br e www.editoramourthe.com.br.

Rio de Janeiro, 31/10/2017.

http://editoramourthe.com.br/loja/index.php/a-perplexidade-quando-tudo-parece-perdido-surge-uma-nova-era.html

23, outubro 2017 12:06
Por admin

Estaremos na Primavera Literária  do Rio na Casa França Brasil.

De 26 a 29 de outubro no estando 38  com vendas de livros com desconto.

Dia 27 às 18:00 – Lançamento do livro A Perplexidade de Arnaldo Mourthé no Espaço de lançamento.

Dia 28 às 16:00 – Mesa sobre: A crise política e o poder no Brasil

Com Arnaldo Mourthé, Bernardo Kocher e mediação de Rudolph Hasan

 

22, outubro 2017 5:27
Por admin

Amigos, Aguardamos vocês para o lançamento do livro de Arnaldo Mourthé.
Sexta-feira 27 de outubro às 18:00 na Casa França Brasil.

17, outubro 2017 10:51
Por admin

Como enfrentar nossa perplexidade?

Arnaldo Mourthé

Os filósofos sempre se depararam com muitas controvérsias. Cada qual procurou encontrar respostas às variadas indagações sobre a vida, a natureza e o comportamento humano. Isso levou às diversas correntes filosóficas ao longo do tempo. Uma questão central dessa celeuma foi o caminho para a aquisição do conhecimento. Havia aqueles que tinham como certo que era através dos sentidos, enquanto outros consideravam que era através da razão. Isso ocorreu até que Immanuel Kant (1724-1804) fez a crítica das duas correntes, com seus livros Crítica da razão pura e Crítica da razão prática. Ele concluiu que é necessário tanto os sentidos quanto a razão para a aquisição do conhecimento. O tempo decorrido, desde os filósofos da natureza até Kant, mostra o quanto é complexa a aquisição do conhecimento. Por isso, Kant é considerado um dos maiores filósofos de todos os tempos.

Mas há outras questões para as quais Kant não deu uma resposta, como às indagações: quem somos nós? e para onde vamos?  Mas deixou uma indicação para nossa investigação. Ele escreveu:

           Duas coisas enchem a alma de uma admiração e de uma veneração sempre renovadas e crescentes: “O céu estrelado sobre mim e a lei moral em mim”.

[…] a lei moral revela uma vida independente da animalidade e também de todo o mundo sensível, pelo menos o quanto se pode inferir da destinação consoante a um fim da minha existência por essa lei, que não está limitada a condições e limites dessa vida, mas, pelo contrário, estende-se ao infinito.

 

Da mesma forma que a aquisição do conhecimento exige de nós a razão e os sentidos, nossa perplexidade necessitará dos dois para ser superada. Nos nossos dias, apesar da grande quantidade de conhecimentos à nossa disposição, estamos perdidos em um emaranhado de ilusões e falsidades, como dentro de um labirinto. Isso Kant aborda no texto acima, quando ele evoca “o céu estrelado sobre mim”. Ele se refere nessa expressão à grandiosidade do Cosmos, que é regido pelas Leis da Física. Para a compreensão de toda sua imensidão necessitamos conhecer todas essas leis. Nós conhecemos algumas delas, mas não todas. Os astrônomos estão à busca desses conhecimentos e têm à sua disposição quantidades astronômicas de recursos, mas que não são maiores que suas indagações. Há leis cósmicas que desconhecemos.

Mas há outra questão mais grave, nossa alienação. Nos são ocultados certos conhecimentos, que os antigos já possuíam, mas os cientistas modernos conhecem apenas em parte. Alguns já foram comprovados por eles mesmos, mas estão sendo sonegados ao grande público. Isso porque não interessa aos seus patrões que eles cheguem ao público, mesmo que seja apenas para um  limitado grupo mais bem informado.

Quanto à “lei moral dentro de mim”, Kant se refere às Leis Espirituais. Segundo ele, essa lei moral “não está limitada a condições e limites dessa vida, mas, pelo contrário, estende-se ao infinito”. Mas, essa questão não é considerada, quando se trata de interpretar o que está acontecendo no mundo em que vivemos.

Há informações sobre o Cosmos que as autoridades nos escondem. Há um fenômeno relativo ao movimento dos astros que precisa ser conhecido, para termos a verdadeira dimensão desse momento de nossas vidas, que não é apenas histórico, mas também cósmico. Escondem de nós não apenas isso, mas também nossas relações com o poder e com os interesses escabrosos de um pequeno grupo de pessoas, que submete a humanidade a condições de vida inaceitáveis. Até mesmo, o direito à vida é negado. Isso está ocorrendo no Brasil e no mundo, para milhões de pessoas. Só no Brasil temos mais de 14 milhões de desempregados e outro tanto de subempregados. Os que sofrem e morrem pelas políticas desumanas que nos submetem são também milhões no Brasil e bilhões pelo mundo afora.

Essas questões são tratadas no meu novo livro, A perplexidade, que venho de editar. Sem abrirmos nossos horizontes para novos paradigmas, não chegaremos a conhecer as verdadeiras dimensões da grave crise que está levando nosso mundo ao caos.

Rio de Janeiro, 09/10/2017

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